abril 26, 2016

Valorização Pessoal | O peso (errado) da imagem

 
 
 
A nossa imagem é o nosso melhor cartão de visita. É a expressão da nossa personalidade ao mundo. É a expressão das nossas vivências e objetivos. É o que melhor nos define. É certo que pode ser criada. E totalmente reinventada. Mas cada pormenor é, nada mais, que o nosso melhor reflexo.
Nunca antes, como agora, imagem foi a palavra mais pronunciada. Nunca antes, como agora, o conceito foi tão explorado. Em todas as suas vertentes. Nomeadamente, a vertente negativa. Cada vez mais, se confere à imagem uma conotação negativa. São os estereótipos que exigem determinadas características para que se atinja uma certa imagem. É a importância errada e excessiva que se dá à imagem exterior. É o querer parecer ser em vez de realmente ser.
Para muitas pessoas ainda é difícil conviver com a sua imagem. Porque há sempre algo que não está como se gostaria. Porque há sempre uma característica a trabalhar. Ou, simplesmente, porque sim. São cada vez mais as barreiras que se erguem em torno da imagem. É cada vez mais incutida a falsa necessidade de se conquistar uma imagem perfeita. Quando isso não existe. Não há uma imagem, corpo, personalidade ou vida perfeitas. Há imagens. Há corpos. Há personalidades. Há vidas. Cada um tem a sua. E cada um deve respeitar-se e aprender a gostar de si como é. Pode parecer um lugar comum. Mas é mesmo verdade. E, acima de tudo, importante. Porque quanto mais uma pessoa se julga, menos se ama. E se há característica que não deve faltar é amor próprio. Nunca. Jamais.
 
 
A imagem foi tema principal em vários formatos noticiosos no fim de semana que passou. E é impossível não se ficar a pensar sobre o assunto. Se um formato dedicou a sua atenção à alimentação saudável. E à obsessão que muitas pessoas, hoje em dia, têm por se alimentarem de uma forma estrita e assertivamente saudável. Outro foi dedicado ao tema obesidade. Muito se pode dizer sobre ambos os temas. Muitas são as opiniões. E mais diversas não poderiam ser, verdade seja dita.
Nunca fui uma pessoa gorda. Já tive muitas variações de peso. E, no momento, sinto-me bem com o meu corpo e minha forma física. Nunca fui de extremos. De cortar alimentos só porque sim. De fazer exercício físico à bruta. De passar fome. Ou de comer em excesso só porque sim. Na minha família existem todos os tipos de corpos. Os mais magros e que, façam o que fizerem, não engordam. Os que, uma miserável folha de alface, os engorda. Os que gastam tudo o que comem. E os que não gastam. Enfim, somos uma família do mais banal que existe por esse mundo fora. Nunca, cá por casa, foi atribuído um peso errado à imagem. Não que sejamos desleixados a esse respeito. Simplesmente aceitamos o nosso corpo como ele é. E, a meu ver, é a melhor postura que se pode ter. Podemos e devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para ganhar saúde. E, se ganhar saúde, implicar perder peso, que seja. Se, por outro lado, implicar ganhar algum peso, que seja. O importante é que exista um equilíbrio entre o nosso físico e o nosso psicológico. Sempre!
A obesidade ainda é um tabu na nossa sociedade. Ainda é muito grande o preconceito que existe para com quem sofre de obesidade. Quando a atitude mais correta deve ser o incentivo à mudança de hábitos. Sejam eles de alimentação. Criação de rotinas de exercício físico. O que for. A sociedade deve aprender a apoiar e incentivar à mudança. Não deve (nunca!) humilhar, criticar ou desrespeitar o outro porque a sua imagem não está "dentro dos parâmetros". Até porque, verdade seja dita, o que resulta para um não tem, obrigatoriamente, de resultar para o outro. Não deveriam sequer existir parâmetros para o que deve ser uma boa imagem. Isso só leva à criação de uma sociedade mais arrogante, crítica e desrespeitosa.
 
 
Uma das melhores coisas que aprendi com a Consultoria de Imagem foi a não ligar a tamanhos. Mas sim a personalidades.  Não é o tamanho da roupa que nos faz uma melhor ou pior pessoa. Não é uma peça tendência que nos faz uma melhor ou pior pessoa. Não é a cor tendência que nos torna uma melhor ou pior pessoa. Tais escolhas e atitudes apenas nos tornam escravos da moda. Da sociedade. E de uma mentalidade errada. Quando falamos em imagem. Quando lhe atribuímos um determinado peso. Devemos, somente, assegurar-nos de que esta é um reflexo da nossa personalidade. Este deve ser o único peso da nossa imagem. Tudo o resto são balelas. Estereótipos errados. Mentalidades que urgem ser alteradas.
Sempre que se olhar ao espelho não procure o peso que está a mais ou a menos. Sempre que se olhar ao espelho, certifique-se que o reflexo que vê é o que quer ver. Somos muito mais do que um corpo gordo ou magro. Somos a soma das nossas atitudes. E é nossa obrigação, certificarmo-nos apenas de que o saldo é positivo. O resto? O resto é treta. Não queira ser mais um no rebanho. Não critique o outro só porque sim. Não critique. Ponto. Não atribua um peso errado à sua imagem. E à do outro. E a sua vida será tão mais feliz...
 
 

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