abril 15, 2016

Valorização Pessoal | O minimalismo enquanto estratégia para uma vida mais feliz



Minimalismo tem sido a palavra do momento. Se é mais uma daquelas pessoas (tal como eu) que se cansou do consumo desenfreado e começou a dar prevalência a tudo o que o dinheiro não pode comprar. Se o seu maior propósito se tornou ser feliz e realizada. Então, o minimalismo pode, rapidamente, tornar-se na sua melhor estratégia. O minimalismo vai muito além de ser mais um estilo de vida. É, isso sim, uma ferramenta que lhe vai permitir concentrar-se no que é importante para que encontre felicidade, realização pessoal e, acima de tudo, liberdade.
A partir do momento em que começa a identificar o que já não é necessário. Começa a decidir de uma forma mais consciente. Começa a libertar-se das amarras do consumo. Para se ser minimalista apenas é exigida a vontade de o ser. Não existem regras a cumprir. Ou nenhum conjunto de passos que lhe irá ensinar a livrar-se do que está a mais. Cada um sabe o que é importante para si. Cada um tem a sua própria definição de felicidade.
Há muito que me familiarizei com o minimalismo. E cada vez mais me enquadro no "grupo" dos minimalistas. Nunca fui pessoa de acumular. Nunca fui de me apegar a objetos. Chego a ser apelidada de destralhadora. Não tenho qualquer pudor em livrar-me do que não preciso. Não gosto. Não uso. Ou não me faz falta. Talvez por ser uma pessoa simples. E desprovida de grandes bens materiais. Talvez por atribuir uma maior importância ao verbo ser do que ao verbo ter. A verdade é que, aos poucos, o termo minimalismo foi conquistando espaço no meu dia-a-dia. A vida é, nada mais, que uma viagem onde vamos aprendendo a conjugar o verbo aprender. Principalmente a ser uma melhor pessoa. Seja para comigo própria. Seja para com os outros. Porque é esse o nosso legado. A marca que deixamos no mundo. Quem somo enquanto pessoa.
 

 
Ainda que sem se aperceber, um minimalista dá por si a percorrer um longo caminho onde a palavra de ordem é desapego. Seja ele por bens materiais. Ou por pessoas. Eu, não fui exceção. O primeiro a sofrer as consequências foi o meu guarda-roupa. Que se antes era simples. Hoje é espartano. Cortesia da Consultoria de Imagem e dos seus benefícios. A seguinte, foi aquela que pode ser apelidada como uma extensão do guarda-roupa. Nomeadamente, a coleção de produtos de beleza. Aquela que julgava ser o meu calcanhar de Aquiles. Mas que, afinal, não o é. A verdade é que, na minha ignorância, julgava ter muitos produtos de beleza. Coisa que afinal não acontecia.  Apesar de, durante anos, assim pensar. Não era tão desenfreada no consumo de produtos de beleza como julgava ser. O meu único e maior erro era muitas (tantas!) vezes deitar produtos fora que ainda não tinham terminado completamente. E foi aqui que se deu a principal mudança. Comecei a reduzir (ainda mais!) o número de produtos em utilização. Sendo que, o objetivo, para além de simplificar as minhas rotinas de cuidado e de beleza. É apostar, sempre que possível, em produtos naturais e/ou com fórmulas e ingredientes o mais naturais possível.
O que nos leva à terceira, e mais importante, mudança ao longo de todo este processo. A mudança de hábitos de consumo. Aprender a investir de forma consciente. Compreender o meu papel enquanto consumidora e o impacto que as minhas atitudes têm no mundo. Seja através de uma maior consciencialização para o cuidado com o meio ambiente. Seja através da compreensão e do uso correto da gestão de tempo e dinheiro na sociedade atual. Mais cedo ou mais tarde adquirimos a consciência que somos seres individuais. Com vontade própria. E com um significado próprio de felicidade e realização. E, para mim, há muito que deixaram de ser os bens materiais. Ainda há um longo caminho a percorrer. Há muito a melhorar. E outro tanto a evoluir. Mas a sensação de liberdade, a criação de novas prioridades e a consciencialização real daqueles que são os meus valores. São, apenas e só, sinónimo de felicidade. E, isso, para mim, basta.
 
 

5 comentários:

  1. Olá Cristina! O segredo da felicidade. :-) Gostei e revejo-me nestas palavras. Continue. Beijinho

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    1. Obrigada! :)
      Espero poder continuar a contar com a sua visita por aqui!
      Beijinho

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  2. Também não tenho qualquer problema em ver-me livre de coisas que não me fazem falta. Cada vez opto mais pelo mínimo essencial!
    beijinhos
    http://direitoporlinhastortas-id.blogspot.pt/

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